Sexta-feira, Janeiro 08, 2010

Poema

«Briluz», foto própria

Era briluz.
As lesmolisas touvas roldavam e relviam nos gramilvos,
Estavam mimsicais as pintalouvas
E os momirratos davam grilvos.

Augusto de Campos, in "Jaguadarte"
(tradução de "Jabberwocky", de Lewis Carrol)


Tenho-o decorado há muito tempo.
Quem descobre o significado destas palavras?
Quem consegue lê-lo correctamente, de forma a que outra pessoa consiga escrevê-lo?

Sexta-feira, Janeiro 01, 2010

Perfeccionismo

Perfeccionismo é encontrar em cada coisa algo que podia ser melhor.
É crescer,
É evoluir,
É criar,
É mudar.
E a mudança é o motor da vida.
Mas o perfeccionista é o único
Que nunca verá a perfeição.

Chuva

Toda a gente gosta de dinheiro.
Todos anseiam que um dia caia do céu.
Mas a água é vital,
Precisamos dela para viver.
Cai todos os dias do céu
E ninguém a quer.


Enya - It's In The Rain








Sexta-feira, Dezembro 11, 2009

Para relaxar...

Para relaxar de tanto Português Maltratado e menosprezado, cá vai uma música muito pouco conhecida, mas, no entanto, linda.

Domingo, Novembro 22, 2009

Português Descorrecto

"O carro outra vez foi-se!"

Sábado, Novembro 21, 2009

Sábadoria Popular

"Muito riso, muito siso."

Segunda-feira, Novembro 09, 2009

Português Descorrecto

"O que eu vejo da minha janela, é praticamente muita coisa..."

Sábado, Novembro 07, 2009

Sábadoria Popular

"Cão que ladra não mia."

Sábado, Outubro 10, 2009

Como espalhar o pânico numa escola em meia-hora


Foi numa quarta-feira, talvez a da semana passada.

Do meu ponto de vista, tudo começou quando na aula de Formação Cívica a "Joana" teve uma visão. Ela tem esse dom estranho que ninguém comenta, de adivinhar o futuro.
- Vai haver porrada às 15:15!
Uma leve onda de entusiasmo cresceu na sala. Tudo muito discreto, sem o professor ouvir nada. Ok, eu estava a brincar, a "Joana" não tem visões, apenas recebeu uma mensagem no telemóvel...

Entretanto a aula acabou e eu saí. Fui para a biblioteca, fazer o que tinha a fazer (por muito nada que fosse, naquele dia...). Enquanto aguardava a hora de entrar no computador, fui ler o livro-fenómeno da moda (Já adivinharam qual é?), porque tem 477 páginas, porque eu sou um caracol a ler, porque queria acabá-lo antes do período acabar e porque o livro é giro. E enquanto eu lia o livro, a notícia espalhava-se.

Nisto aparece-me uma menina pequena (talvez do 5º ano), que não conheço de lado nenhum, e que me chama pelo nome:
- Tomás, sabes onde é que vai ser a porrada?
Fiz uma grande careta como se aquilo fosse o acontecimento mais desinteressante que pudesse acontecer e respondi que não, sem interesse. Mas por dentro eu fervilhava de perguntas. Primeiro, quem era aquela menina? Segundo, porque é que ela queria saber onde era a porrada? Será que queria assistir? Ou fugir? Terceiro, quem é que lhe assegurava que ia mesmo haver porrada? Senti o ambiente à minha volta a ficar um bocadinho estúpido.

Quando finalmente chegou a hora de eu ir ao computador, fui guardar o livro na mochila e, no trajecto mesa-mochila-computador ouvi uns miúdos muito preocupados. Conversavam uns com os outros como se viesse aí uma catástrofe, fazendo um ruído muito sonoro. Uma das funcionárias da biblioteca foi ter com eles, para os acalmar:
- Não quero ninguém aqui na conversa. Se querem conversar vão lá para fora.
- Não!
- Não podemos!
- Vai haver porrada!
- Os [rapazes] da Escola "XPTO" vêm aí!
- Eles trazem aquelas garrafas com [não sei quê] lá dentro!
- Ya, aquelas coisas que rebentam!
- Cocktails molotof, ou lá o que é!

Eu estava aterrado com o que ouvia - já estava mesmo a imaginar... Chegava toda a gente ao sítio da porrada e não havia lá ninguém, não acontecia lá nada e... E os miúdos na biblioteca para se abrigarem da guerra!

Fiz o que tinha a fazer no computador, depois fui para casa aproveitar a dádiva maravilhosa da única tarde livre da minha semana escolar, e pronto, não soube de mais nada acerca do espectáculo...

É impressionante...
  • como os boatos se espalham nas escolas
  • como o pessoal leva tudo a sério
  • (mesmo que não sejam boatos) como o pessoal se entretém na escola
  • como a violência faz parte das nossas vidas.

Domingo, Outubro 04, 2009

Livros Sem Editora

Hoje fui ao supermercado, com a minha mãe, comprar coisas. Coisas, aquelas necessidades (e desnecessidades que se colam ao carrinho) que temos, para a casa, para as refeições, para a higiene pessoal...

Mas há sempre qualquer coisa de mais nos supermercados... Encontrei abandonado numa estante um livro de capa apetitosa, onde se podia ler em letras simpáticas «Biscoitos». Não resisti em folheá-lo, e gostei muito do que vi.

Não eram aqueles biscoitozinhos habituais que se vêem nas montras das pastelarias, dos quais provavelmente todos estamos fartos. Eram biscoitos incomuns, com bom aspecto, muitos deles coloridos, com ingredientes engraçados, fotografados por profissionais! E vinha com um extra - as receitas! Decidi comprar o livro.

Não que seja muito bem-parecido em culinária... Não que seja guloso, nem viciado em bolinhos... Apenas me apeteceu tentar confeccionar aquelas pequenas peças doces. Talvez para as ocasiões especiais.

Comprei o livro e, no caminho para casa, observei-o com mais atenção. A capa não mencionava o autor. Nem a editora! Que barbaridade é esta? Nem havia ficha técnica na segunda folha do livro. Apenas uma grande mistura de letras pequeninas, metade alemãs, metade portuguesas (porque o livro era uma tradução do Alemão), com alguns nomes de pessoas que ajudaram a fazer o livro.

Mas alguém me consegue explicar como é que o livro pode não ter editora?

Não que isto seja algo de monstruoso e horroroso, terrível e temível e... Apenas achei piada. Não consegui é evitar escrever este testamento, tudo só por causa de um livro de bolinhos sem editora...

Conhecem outros livros sem editora? Compartilhem aqui, num commentzito.

P.S.: Depois de fazer os biscoitos, se ficarem bons, eu digo. Se não ficaram, digo também. A menos que me esqueça, ou que o mundo acabe até lá. Fiquem bem!

Domingo, Maio 10, 2009

Bugs do computador #2

Eu sempre gostei do Google Chrome!


O Google Chrome é como o seu criador: informal e divertido! Funciona muito bem, é rápido (pelo menos é mais do que o Explorer e o Firefox) e recupera dos erros muito bem. Até abriu a página que tinha encravado! Experimentem.

Sexta-feira, Março 13, 2009

" Estou triste,
As coisas que me interessam
Não me interessam
E isso deixa-me mais triste. "

" A vida só é justa numa situação:
Felicidade com tristeza se paga.
E isso é demasiado injusto!
Ora melhora, ora estraga... "

" Gosto de irradiar felicidade e bom humor,
Esteja triste ou feliz
Para amigos tristes ou felizes.
Se os faço mais felizes,
Sinto-me mais feliz! "

" Chocolate,
Música
E Amigos.
É a receita para a felicidade. "

" Estarei mesmo triste
Ou será só embirração? "


São este tipo de coisas que me deixam mais feliz. Escreve-se um pouco, desabafa-se com o nosso amigo papel, e tudo melhora.